sexta-feira, 29 de junho de 2007

Noticias sortidas

  • Minha vez de ter um "momento banana". Sempre recebo e-mails de sites de venda on-line, como Submarino e Americanas. Pois bem. Um e-mail da Americanas falava de uma câmera digital de 5 Megapixels, com cartão de memória de 1 GB e carregador de bateria. Tudo em até 12 vezes sem juros. Pensei "é aqui que eu compro". Fui ver no submarino e acabei comprando lá praticamente pelo mesmo preço. Talvez você não saiba, mas os dois sites são do mesmo dono, a B2W. Ah, a minha câmera é esta aqui.

  • Comecei a estudar alguns algoritmos de compressão de dados sem perdas. Comecei com o bom e velho Huffman e estou indo para o LZ77. A idéia é implementá-los no MSX para que os arquivos MSM não fiquem gigantes. Por outro lado não pode ser complexo pois senão um MSX 1 não consegue descompactar com facilidade e agilidade.

  • Estou estudando pra caramba para o mestrado. Então meus posts - que já eram meio escassos - vão ficar um pouco mais rarefeitos. Mas sempre vou tentar postar algo aqui.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Perguntas e respostas sobre MSM

MSM é um formato proposto por mim desde a criação deste blog.
Como estou na reta final de lançar alguma coisa, ainda que beta, vou dar mais alguns detalhes
a respeito do projeto, como se fosse uma entrevista.

Quem quiser me entrevistar, mande um email para robson@robsonfranca.eti.br

1) Por que você está trabalhando nesse formato?
R.: Simplesmente porque gosto de música gerada pelos chips de som dos computadores e consoles de 8 e 16 bits. Esse tipo de música é conhecida como "chiptune". Há vários formatos de som para as mais diversas plataformas, e não vi nenhum formato para MSX que atendesse a todos os critérios que eu gostaria.

2) Quais critérios?
R.: Em primeiro lugar, que rodasse tanto no MSX real como no PC. Além disso fosse bem documentado e permitisse arquivos gerados por dump (registro das informações enviadas aos chips de som) ou arquivos de "sequências" como os arquivos .MOD

3) Quais os chips que serão suportados?
R.: O PSG (AY-3-8910), o FM (YM-2413) e o SCC, inclusive com os três tocando simultâneamente.

4) Qual será a plataforma mínima para tocar as músicas no MSX real?
R.: Um MSX1 com o cartucho de FM (para as músicas que tenham FM) e uma das expansões de memória do MSX: Mapper ou MegaRAM. Obviamente pode ser necessário um expansor de slots para ligar todas essas coisas.

5) Qual linguagem você está utilizando para desenvolver o player para MSX? E o player para PC?
R.: Para MSX estou usando Pascal com alguns "toques" em Assembly. A versão para PC será um plugin para o Winamp, mas estou cogitando criar um plugin para XMMS também.

6) Por que você não monta um site só sobre esse formato?
R.: Estou terminando de dar os toques finais num site só sobre MSX, onde todas essas informações serão guardadas.

7) O formato será aberto? E o código-fonte dos programas?
R.: Tanto o formato como o código-fonte dos programas será aberto, na licença GPL ou uma ainda mais livre, dependendo do caso.

Ah... Telefônica

Infelizmente não é possível colocar Internet via cabo aqui no bairro. Por alguma razão as operadoras de cabo demarcaram a região onde eu moro como área que um dia (só Deus sabe quando) será explorada.

Enquanto isso a gente sobrevive com a Telefônica.

Tenho uma conexão de 1 Mbps, antes de existir conexões de 2 e 4 Mega.

Um belo dia a atendente da Telefônica liga em casa (vou omitir os gerundismos, mas eles "foram estar aparecendo" durante toda a conversa:

- A Conexão do Sr. é de 1 Mega, e como o senhor é um cliente assíduo (vou correr para onde, me diz?) iremos aumentar a sua velocidade.
- Para quanto? - "8 Mega, 8 Mega, 8 Mega" era o que eu estava pensando...
- 4 Mega, sem custo adicional.
- Por quanto tempo?
- Bom, a conexão ficará assim e o preço cobrado será o mesmo que o Sr. paga atualmente por 1 ano.
- E depois?
- Depois do prazo de 1 ano o senhor pode manter a velocidade pagando o valor correto, ou voltar para 1 Mega.
- Ok. Obrigado.
- A Telefônica agradece a sua ligação. O técnico irá até a residência do Sr. (teoricamente não precisava, dá para fazer tudo por telefone, mas..) em 15 dias.

15 dias depois dessa conversa eles avisam que vão atrasar mais uns... 15 dias.
Acho que atrasaram 10 dias. Em todo caso o técnico veio, mediu a velocidade da minha conexão (estou tão acostumado com a conexão pelo roteador Wi-Fi que nem consigo conectar via Windows) usando um medidor deste site. Ainda estava 1 Mega.
Liga para uma área técnica que faz a medição do sinal, o sinal estava ótimo mas, por alguma razão, eles só conseguiriam aumentar a velocidade para 2 Mega.
Por conta disso o técnico tentou ligar para outra área técnica que, seguindo os guias de qualidade de atendimento Telefônica, estava ocupada (dou um desconto porque hoje teve greve de metrô)
Agora o técnico vai para outra residência fazer um serviço similar e tentar ligar para essa última área na esperança de aumentar a minha velocidade. Senão fico com 2 Mega, e provavelmente com 128 Kbps de upstream.

Vamos falar de contas?

Um cara com o Speedy mais lento (de 5 anos atrás) tinha 256 Kbps de downstream e 128 Kbps de upstream. Isso dava 2:1.
Agora minha conexão vai para 2048 Kbps de downstream, mas mantendo 128 Kbps de upstream, o que resulta em 16:1 !

Em outras palavras, para baixar besteiras vai ficar ótimo. Para baixar coisas, digamos, mais úteis (com a ajuda de Paul Torrent e da mula), vai continuar no modo "carroça". Isso seu eu não for banido dos sites de torrent (por baixar muito mais do que subir ("upo"?)).

Enquanto isso, um amigo meu de Portugal tem conexão DSL lá pelo mesmo preço que temos aqui para a conexão de 1 Mega. Só que para uma conexão de 8 Mega.

Depois a Telefônica ganha prêmios e bajulação da mídia...

domingo, 10 de junho de 2007

Para se preocupar... ou não

A comunidade MSX tem figuras fascinantes. Tem alguns "elementos" que acabam mais atrapalhando do que ajudando na comunidade, desde vendendo produtos a preços exorbitantes (transformando um hobby e uma paixão num meio de exploração econônica), a destilar o seu veneno aos que fazem realmente alguma coisa de bom para a comunidade.
Neste último grupo (os que fazem alguma coisa pela comunidade) encontra-se o Ademir Carchano, que resolveu fechar o seu site de venda de produtos de MSX.
Os Fudebas mais "antigos" (todos mais jovens que o "Fudeba Veio") dizem que o Carchano segue um certo ciclo: faz alguma coisa; alguns bocós reclamam; ele segue; fala que tem problemas e que temos que torcer para as galinhas (correto porque esse é o ganha-pão dele, o MSX é [ou era] só diversão); alguns atrasos (normal porque montar hardware num país como nosso não é fácil, ainda mais na quantidade que ele monta); alguns superbocós reclamam; o Ademir roda a baiana, fala que vai fechar o site e vai desistir desse negócio de MSX; as "viúvas" (como bem colocou o Ricardo Pinheiro, que aliás sugeriu um ciclo parecido com este e que eu utilizei como base) choram e gritam; o Carchano espera um pouco, normalmente depois de fechar os pedidos e tenta de novo;
Sei lá, conheci pessoalmente o Carchano na MSX-Rio do ano passado (este ano vamos lá!), e ele me pareceu muito gente fina. Não sei se ele consegue se separar do MSX. Mas com certeza as outras responsabilidades (chatas, mas necessárias) da vida estão apertando ele: tem a escola, tem o trabalho dele com os ovos. Por isso mesmo eu respeito a posição dele, afinal de contas é ele quem sabe onde os calos apertam. Talvez se ele fizesse algo menor, mais para a comunidade mesmo. Por outro lado, a comunidade também precisa se mexer e calar a boca dos bocós que ficam falando besteira a torto e direito.
Eu confio no Ademir. Se não confiasse não teria pedido dois MSX-UNI. E já adquiri com ele dois expansores de slot, duas interfaces de floppy, uma interface IDE, uma megaram de 512KB e um cartucho FM, todos funcionando bem e com acabamento profissional. Isso sem contar a minha Expert 3, que deixa muitos aparelhos eletrônicos atuais no chinelo.
Espero que o Carchano simplesmente não desapareça do mundo MSX. Ele conseguiu fazer algo que não vemos na comunidade TK(*), CP 400 ou Apple: conseguiu montar um micro MSX do zero depois de mais de vinte anos que o micro foi lançado no Brasil e vendê-lo. O simples fato dele conseguir fazer isso mostra o quanto a comunidade MSX tem um potencial grande. E, ao mesmo tempo, pela reação de alguns bocós (não merecem o título de fudebas) faz com que tanta gente fique longe da comunidade.


(*) Parece que o pessoal da comunidade TK também está se agitando nesse sentido. Mas o TK tem uma complicação chamada ULA que deixa as coisas bem mais difíceis...

domingo, 27 de maio de 2007

Sobre Planets e PDA's

Faço parte do Planet MSX, que agora faz parte da minha lista de links aí à direita (por enquanto, pois quero mexer seriamente no layout do site. Sugestões?)

Um dos "fudebas" que está no planet é o Leandro Pereira, e ele comentou sobre o Newton. Vou aproveitar a deixa para falar das minhas experiências com PDA's e assemelhados. Vamos lá, direto para o "Túnel do Tempo"....

1997: Já estava trabalhando há 1 ano e meio. Consegui juntar uma grana e, numa das minhas primeiras visitas ao Shopping Center Norte, compro um Psion Series 5 junto com o jogo Starcraft, que era lançamento na época, distribuido pela Tectoy. Tenho o PDA até hoje, embora a "carenagem" esteja toda zoada. Ele era avançado para a época, suportando cartões Compact Flash, tinha um BASIC embutido e rodava um sistema operacional chamado EPOC, que depois viria a se chamar Symbian OS.

2003/2004: Resolvi que era hora de embarcar no mundo "maravilhoso" dos Palm's, inclusive desenvolvendo aplicativos para ele. Peguei um Palm Zire 21, com impressionantes 8 MB de memória, processador ARM, sem portas para expansão, sem som, somente com dois botões...
Em suma, o Palm mais pelado possível. Nunca imaginei, contudo, que desenvolver para ele fosse tão sacal. Mesmo com o lançamento de uma versão do Eclipse para Palm as coisas ainda não são um mar de rosas.

2005: Queria algo mais, e decidi investir num Palm um pouco mais "parrudo". Comprei o Tungsten E. Fiquei espantado com os recursos dele: tela colorida, tocador de MP3, suporte aos cartões do tipo SD... Coisa fina, mesmo. E nada de desenvolver pro bichinho.

Hoje praticamente não uso nenhum dos meus PDA's. Queria ter tempo para desenvolver para eles. Aliás seria ótimo se fosse fácil desenvolver para eles. Mas não é tão simples. Quem sabe eu volte a ver isso novamente num futuro próximo.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

[1/2 OFF]Ah essa Universidade...

Como vocês sabem (ou não) estou estudando na UFABC, uma universidade inaugurada em 11 de setembro de 2006 (é, a mesma data daquele ataque terrorista, vcs. sabem). Se foi por motivos eleitoreiros que a universidade foi inaugurada no meio do ano, isso eu não sei. Mas o que sei é que ela, para o bem ou para o mal, esta mexendo com a vida de várias pessoas.
Meu objetivo é claro: fazer um mestrado. Já até escolhi a área. Vai ser em "Engenharia da Informação". Ao entrar na escola no curso de graduação, fiz uma estratégia semelhante a um amigo meu, o Carlos. Ficar conhecido e, ao mesmo tempo, conhecer os professores e a escola.
A diferença é que ele estava procurando um doutorado. Acabou encontrando na USP. Mas a escola ajudou, pois alguns professores trabalham (ou já trabalharam) lá.

A idéia da escola, em si, é bem interessante: você faz 1 ano "genérico", com matérias tão "tudo a ver" como Química e Computação. Daí, de acordo com as suas notas (conceitos de A a D), a escola tem um perfil seu e te dá recomendações sobre a melhor "carreira" a seguir. Pode continuar estudando mais 2 anos e ter um diploma de "Bacharel em Ciência e Tecnologia". Ou estudar mais 3 anos e sair como Físico, Matemático, Biólogo, Químico, Cientista da Computação ou ainda uma licenciatura de qualquer uma dessas áreas. Ou ficar 4 anos e virar um Engenheiro.

Mas toda boa idéia esbarra em alguns pormenores. Primeiro a reclamação de alguns empresários da região do ABC, que preferem os cursos de tecnologia, especialmente as FATEC's. Sou formado pela FATEC, então deveria abraçar essa bandeira, né? Errado. A causa dos tais "empresários" (é um só, diga-se) é outra: as FATEC's são do governo do Estado, que é oposição ao governo do Lula. E esses empresários são "padrinhos" dos candidatos de oposição da região. Para vcs. terem uma idéia, tirando Santo André (onde a Universidade está instalada) e Diadema (onde mais um campus da UNIFESP vai ser inaugurado este ano), todos os outros municípios do ABC tem gente ligada à oposição.
Por outro lado, a reclamação deles não é totalmente desprovida de razão. Só estão reclamando com a esfera errada. Perguntem ao Chuchumbo, dono e criador do Grand Canyon Paulista e ao Serrote o que eles fizeram com os cursos de tecnologia das ETE's e das FATEC's. Porque não adianta nada abrir novas escolas na região (entenda-se abrir escolas como pegar escolas estaduais um pouco maiores que o normal e transformá-las, num passe de mágica, em ETE e /ou FATEC) se as escolas não tem infraestrutura nenhuma. Nem professores, que são contratados a toque de caixa.

Segundo, está na "visão" de algumas pessoas da escola, que acham que um curso "trimestral" é a nova onda. Acreditem, eu dei aula em um curso trimestral nesta escola. Eu sei muito bem o que é isso. Sei muito bem como isso não funciona. Nunca funcionou e não vai funcionar. Só deixa todo mundo estressado: os alunos, que tem que correr atrás do prejuízo (e ficam no prejuízo quanto ao conhecimento adquirido); os professores que tem que correr para dar um conteúdo de 6 meses ou até mesmo de 1 ano em apenas 3 meses (que, aqui em Terra Brasilis vira 2 meses fácil, fácil com os feriados...). Só quem não fica estressado é quem está no topo, cobrando de todos resultados, tal qual uma fábrica.

Bom, mesmo com esses pormenores,a escola está andando. Na melhor das hipóteses, muitas coisas vão acontecer para mudar a escola. Espero que, se eu participar da pós-graduação de lá, possa ajudar a fazer a escola ficar ainda melhor. Afinal de contas, boa vontade e disposição dos professores, funcionários e até dos alunos eles têm. Só falta todo mundo por a mão na massa e se conscientizar que tem coisas que deveriam ficar só no papel ou no plano das idéias.

Estou dizendo tudo isso porque terminei o 2o. trimestre, e irei parar o curso para poder me dedicar ao mestrado. O que implica que terei mais tempo para os meus projetos no MSX, como este, do player (estou até sonhando com ele), do tracker, etc.

Está tão perto que até consigo sentir o cheiro... Vamos ver o que acontece a partir de agora.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Brincando com o MSXPad

Lembram que eu disse que iria fazer o player 100% em Assembly?

Tinha tomado essa decisão porque o MSXPad (IDE para desenvolvimento no MSX usando Pascal feita pelo SLotman) não funciona em ambientes 64 bits (XP 64 bits, mais precisamente). Um dos problemas era o DSKTOOL que não funcionava nessa plataforma. Achei o fonte dele (foi feito pelo RicBit) e consegui adaptá-lo para rodar em 32 bits. Mas não pude fazer isso com o Turbo Pascal (compilador usado pelo MSXPad).

Resultado: desisti do MSXPad.

Um belo dia, deu a louca, comprei (é, comprei, com licença oficial e tudo) o Vista Home Premium. A Microsoft do Brasil ainda não sabe o que é plataforma 64 bits, só tem Vista 32 bits por aqui. Assim o meu ambiente de desenvolvimento voltou a ser 32 bits e o MSXPad rodou numa boa... ou quase...

Na verdade o Vista tem uma frescura funcionalidade de segurança que, mesmo usando um usuário administrador, você precisa forçar a execução de aplicações no modo administrador. E é exatamente que você precisa fazer para que o MSXPad rode numa boa, sem problemas.

Por isso (e porque a escola está me matando) é que o player está indo beeeeem devagar...
Mas está indo...

Bem como a novidade do próximo post...